quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Welton Irie no mês do cachorro louco




Mais um ícone da música jamaicana aterrisa em São Paulo. Depois de lendas como Burning Spear, Mad Professor, Lee Perry e Ranking Joe se apresentarem na cidade. É a vez do público ter a oportuniade de ver um dos principais representantes do Rub a Dub style ; vertente do dub na qual o deejay vai versando na hora, de improviso em cima de discos e bases . Familiar? Pois é. Esse é o avô do Rythim And Poetry, mais conhecido como Rap.

Nascido na Kingston do anos 60, Welton começou sua carreira influenciado por Ranking Trevor nos sound systems Sir John the President e Big John's Stereophonic Sound. Posteriormente conhecido como Echo Tone Hi Fi, onde após algum tempo ajudou a revelar jovens talentos como General Echo. Mas foi em parceria com o Lone Ranger no Estudio One que Welton Irie iniciou de fato sua carreira discográfica. Por recomendação de Coxsone Dodd, o dono da gravadora, ele mudou o nome para Welton Irie. Daí em diante ele trabalhou com vários nomes da ilha como Sylford Walker, Johnny Ringo, King tubby e tantos outros.










Em meados dos anos 80, com a mudança radical ao qual o Reggae estava passando, Irie parou de trabalhar como deejay. Porém não se afastou dos Sound Systems, seu novo posto era na selecta dos vinis que iriam tocar no Gemini & Virgo Sound System. Em 2000 para a nossa alegria Irie reativou sua carreira como deejay.

O jamaicano faz 3 apresentações na cidade, Dua delas de graça!
Imperdível, mesmo que não conheça nada sobre o ritmo, é garantido a satisfação.

Quem ? Quando ? Onde ?

Welton Irie e Dubversão sistema de som

29/08 - Java - Rua Augusta, 2203- 25 Reias preço único (chegar cedo, vai lotar)

30/08 - Sesc Interlagos - Pça Pau-Brasil - Meio Dia - Gratuito =)

31/08 - Centro Cultural da Juventude - Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 Santana - 18:30 - Gratuito =)


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quem é vivo sempre desaparece!



Olá para todos. Começo pedindo desculpas pela minha ausência, foram quase dois meses e meio de silêncio. Não sei se alguém percebeu....
Estava um pouco estafado de tanta informação, resolvi dar um basta e viver este período de junho e julho como um verdadeiro matuto, só que infelizmente não no mato e sim no caos urbano. Essa atitude me aproximou de uma esmagadora categoria de brasileiros, que não chegam sequer a ler um livro por ano.
Parei de ler mas não de pensar (lógicamente em crises de abstinência, não me continha e lia jornal), e foi em meio a esse jejum que descobri de fato o valor das letras em nossas vidas, quando digo letras me refiro a literatura principalmente. Ela nos dá uma sustança (como diria minha vózinha Isaura) em nossas vidas, ajudando na nossa conversa diária com nosso eu interior. Se todos soubessem o valor disso, com certeza, o planeta seria um lugar no mínimo mais autêntico.
Mas isso parece bem longe da prioridade de todos. Por exemplo, estudei em escola pública no meu colegial e em raríssimas ocasiões tivemos que ler um livro, pra se ter uma idéia a bliblioteca da escola era trancada, assim como o laboratório de informática. Muitos amigos meus dessa época não se lembram do primeiro livro que leram na vida, do último então...
A leitura cada vez ocupa menos espaço na vida do homem pseudo-pós-moderno, para os que gostam de rótulos e neologia.
O imediatismo latente e impaciente não o permite ter tempo para ler um livro INTEIRO. Muito trabalho que é isso , o que tá passando na tv? Novela? Hbo? Discovery? Ou se não jogar video-game , uma internet, msn...Ler um livro não consta nem como a última das opções.
E assim o imaginário humano enfraquece cada vez mais, as relações de poder se mantêm, assim como a pobreza mental e espiritual.
Será que se lembraram de ler a Bíblia no fim dos tempos? Veremos...