sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quem é vivo sempre desaparece!



Olá para todos. Começo pedindo desculpas pela minha ausência, foram quase dois meses e meio de silêncio. Não sei se alguém percebeu....
Estava um pouco estafado de tanta informação, resolvi dar um basta e viver este período de junho e julho como um verdadeiro matuto, só que infelizmente não no mato e sim no caos urbano. Essa atitude me aproximou de uma esmagadora categoria de brasileiros, que não chegam sequer a ler um livro por ano.
Parei de ler mas não de pensar (lógicamente em crises de abstinência, não me continha e lia jornal), e foi em meio a esse jejum que descobri de fato o valor das letras em nossas vidas, quando digo letras me refiro a literatura principalmente. Ela nos dá uma sustança (como diria minha vózinha Isaura) em nossas vidas, ajudando na nossa conversa diária com nosso eu interior. Se todos soubessem o valor disso, com certeza, o planeta seria um lugar no mínimo mais autêntico.
Mas isso parece bem longe da prioridade de todos. Por exemplo, estudei em escola pública no meu colegial e em raríssimas ocasiões tivemos que ler um livro, pra se ter uma idéia a bliblioteca da escola era trancada, assim como o laboratório de informática. Muitos amigos meus dessa época não se lembram do primeiro livro que leram na vida, do último então...
A leitura cada vez ocupa menos espaço na vida do homem pseudo-pós-moderno, para os que gostam de rótulos e neologia.
O imediatismo latente e impaciente não o permite ter tempo para ler um livro INTEIRO. Muito trabalho que é isso , o que tá passando na tv? Novela? Hbo? Discovery? Ou se não jogar video-game , uma internet, msn...Ler um livro não consta nem como a última das opções.
E assim o imaginário humano enfraquece cada vez mais, as relações de poder se mantêm, assim como a pobreza mental e espiritual.
Será que se lembraram de ler a Bíblia no fim dos tempos? Veremos...

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